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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Meio Ambiente:Tribo na Amazônia quer garantir futuro com projeto de carbono

  
    Uma etnia indígena da Amazônia brasileira quer ser pioneira na elaboração de um projeto de redução de carbono para financiar o seu desenvolvimento de forma sustentável.
    Os Surui, que detêm a posse da reserva Sete de Setembro, na divisa entre Rondônia e Mato Grosso, querem receber recursos para manter a floresta de pé, e aplicar o dinheiro em um plano de desenvolvimento capaz de garantir pelo menos meio século de sobrevivência da etnia.
    A reserva, homologada em 1983, tem uma área total de cerca de 248 mil hectares, dos quais 243 mil ainda estão preservados. A idéia é que a etnia se comprometa a evitar o desmatamento dentro desta área e, em troca, receba recursos oriundos da não-emissão de CO2 na atmosfera.
    Para saber quanto carbono deixará de ser emitido, técnicos do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesan) estão fazendo um estudo do estado de degradação da área e de como ela poderia ser recuperada a partir da adoção de atividades sustentáveis.
    O modelo deve ficar pronto até o fim de junho. A partir dele, um plano deve ser desenvolvido até setembro.
A atividade econômica na reserva já deixou uma marca de degradação na terra.     O primeiro contato com o homem branco, em 1969, fez a população cair de 5 mil habitantes para em torno de 250 pessoas. As doenças e os conflitos com os madeireiros ilegais levaram à escassez dos recursos.
Área de reflorestamento na reserva Sete de Setembro
    Atividades de exploração degradaram parte da reserva de 248 mil hectares
Sem fonte de renda, muitos indígenas fizeram acordos para explorar a madeira ao redor de suas aldeias. Outros arrendaram terras para a pecuária ou para o plantio do café. Uma situação que perdurou até há poucos anos.
    "O território está relativamente conservado, mas a tendência para o futuro é de que, sem nenhum projeto, aumente a área desmatada", explica o coordenador do estudo de campo, Gabriel Carrero.
    "Nosso trabalho hoje é entrar na terra indígena para procurar essas áreas de degradação e avaliar o grau de degradação."
    A pesquisadora do Idesan Claudia Vitel diz que a definição desta variável permitirá estimar quanto carbono poderia deixar de ser emitido até 2050 a partir de atividades sustentáveis que podem "afetar a cobertura da terra no futuro".
    Essa estimativa, a da quantidade de CO2 não-emitido é convertida em créditos de carbono, que são vendidos no mercado internacional. Uma tonelada de CO2 equivale a um crédito de carbono. O preço do crédito tem variado muito, está em torno de 13 euros (cerca de R$ 30).
    Com o estudo, o Idesan quer obter certificações internacionais para garantir a validade do projeto e atrair recursos de investidores.
            Feição indígena
    Não será o primeiro projeto de redução de emissões de carbono por desmatamento e degradação – mais conhecidos pela sigla Redd – no Brasil, mas os Surui querem que este seja o primeiro intimamente relacionado à sobrevivência de uma etnia indígena.
A aldeia de Lapetanha, na reserva Sete de Setembro
    Indígenas querem aplicar recursos na melhoria das condições de vida
O projeto de Redd mais citado e reconhecido no país, na Reserva Juma, no Amazonas, representa uma forma de ajuda para ribeirinhos, mas não necessariamente indígenas.
    "O fato de ser indígena é um diferencial para os Surui", diz o diretor da ONG Equipe de Conservação da Amazônia (ACT-Brasil), Vasco van Roosmalen, parceiras dos Surui em diversos projetos, inclusive no de Redd.
O líder da etnia, Almir Surui, diz que os recursos serão aplicados em um plano de desenvolvimento sustentável da etnia que engloba os próximos 50 anos.
    O planejamento prevê, por exemplo, a produção sustentável de castanha, óleo de copaíba e café orgânico e a prestação dos chamados "serviços ambientais", como turismo. Outra parte do dinheiro seria destinada ao fortalecimento das associações da etnia, e à educação e à saúde da população.
    "Temos de construir um futuro de longo prazo, que garanta as gerações. Se a gente tiver responsabilidade no plano de desenvolvimento, esses produtos florestais podem ser ferramentas que fortalecem a economia verde e os Surui, economicamente", diz Almir.
    Roosmalen, da ACT-Brasil, explica outro ponto que chama atenção no projeto dos Surui: o mecanismo do fundo que receberá os recursos provenientes da venda dos créditos de carbono.
    Segundo ele, a aplicação do dinheiro será decidida por representantes dos quatro clãs dos Suruí, "talvez um ou dois", diz Vasco. É possível ainda que tenham voz no fundo lideranças de associações indígenas.
As organizações parceiras dos Surui podem ter um papel no mecanismo, mas apenas consultivo.
Temos de construir um futuro de longo prazo, que garanta as gerações. Esses produtos florestais podem ser ferramentas que fortalecem a economia verde e os Surui, economicamente.
Almir Suruí, líder indígena
"A redução de emissão é deles (dos Surui), então a decisão (sobre a aplicação dos recursos) é deles", diz o diretor da ONG. "Também a responsabilidade se eles não conseguirem conter as emissões é deles."
                Futuro
    Os projetos de Redd são um dos principais mecanismos para incentivar a preservação de florestas após 2012, quando, espera-se, entre em vigor um acordo do clima para substituir o atual Protocolo de Kyoto, que expira nesta data.
Porém, a definição exata de como será o mecanismo de venda de carbono ainda não está clara, porque o próprio acordo ainda está indefinido.
    Os projetos pioneiros em andamento ou em estado de planejamento se dão em arranjos pontuais.
O desmatamento responde por quase 20% das emissões globais de carbono e a maioria das emissões do Brasil.

 Fonte: bbcbrasil

Evento

        Itaú Cultural e o Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho de São Luis (MA)
 
 
      Literatura digital, poesia, prosa e a crítica literária são temas dos mini-cursos promovido pelo Itaú Cultural em parceria em São Luis no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, dias 27 e 28 de abril de 2010. O objetivo da atividade é discutir o panorama da atual produção literária e suas relações com a crítica literária.  Veja abaixo, em Serviços, como se inscrever.
 
    A atividade faz parte do programa Rumos Literatura 2010-2011, que neste ano abre inscrições para projetos na área de ensaios em produção ou crítica literária. As inscrições para o edital irão até 31 de julho de 2010. Saiba tudo sobre o edital no site www.itaucultural.org.br/rumos . Consulte também o blog http://rumositaucultural.wordpress.com/. 
 
          palestrantes
  
 - Heloisa Buarque de Hollanda (Ribeirão Preto, SP). Escritora,  professora de Teoria Crítica da Cultura da UFRJ, coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (http://www.pacc.ufrj.br/) e Curadora do Portal Literal (http://portalliteral.terra.com.br/). É autora de livros como: Impressões de Viagem; O Feminismo como Crítica da Cultura; Guia Poético do Rio de Janeiro e Enter, uma antologia digital.
 
  - Flávio Carneiro (Goiânia, GO). (http://www.flaviocarneiro.com.br/). Escritor, roteirista, crítico literário, professor de literatura da UERJ e autor de doze livros, entre contos, romances, crônicas, ensaios e novelas para crianças e jovens. Escreveu também dois roteiros para cinema. Seus livros mais recentes são o romance A Confissão e o livro de crônicas Passe de Letra: futebol & literatura, ambos publicados pela Editora Rocco.
 
 
                programação
. terça, 27 de abril
das 14h às 19h
LITERATURA DIGITAL, com Heloisa Buarque de Hollanda
As novas tecnologias e a internet estão impactando de forma radical as formas de se fazer e de se pensar a criação literária, a autoria, a leitura e até mesmo o futuro do livro. Este mini-curso vai abordar algumas dessas questões já presentes no dia a dia dos escritores e na atuação dos leitores e editores. 
 
. quarta, 28 de abrildas 14h às 19h
CRÍTICA & FICÇÃO NO BRASIL: UMA LEITURA DO PRESENTE com Flávio Carneiro.
O propósito do curso é discutir algumas questões sobre o exercício de uma crítica literária que se arrisca a falar não apenas de obras e autores canônicos mas do que está sendo produzido hoje no Brasil na área de ficção. Os princípios norteadores dessa crítica, seus critérios, seus recortes são alguns dos pontos tratados, juntamente com a apresentação de um mapeamento da ficção brasileira atual.
 
 
Serviços - local e como se inscrever
DATAS: 27 terça e 28 quarta de abril de 2010
HORÁRIO: das 14h às 19h, nos dois dias. Entrada franca.
LOCAL: Centro de Cultura Popular Domingos Vieira - Auditório Rosa Mochel - Rua do Giz, 205, Praia Grande - São Luis (MA).
 
Observações importantes:
a) as inscrições devem ser feitas com antecedência somente através do e-mail rumos.sl@gmail.com. Atenção! apenas 50 vagas por dia.
b) no corpo do e-mail para reservar a vaga os interessados deverão mencionar: nome completo; telefone; e-mail; o dia da atividade de interesse (quem desejar pode se inscrever para os dois dias). Se for estudante ou professor, mencionar o nome da faculdade e curso.
c) Certificados serão fornecidos para quem cumprir ao menos 75% da carga horária.
 
contato: luiz pedreira jr | itaucultural@comunicacaodirigida.com.br | tel  3881-1710

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Circuluz Brincante em Arari

    A Cia.Impacto trouxe para cidade de Arari o circuluz brincante o espetáculo de circo e teatro de rua,aonde está acontecendo oficinas no ginacio poloesportivo do Perimirim povoado do município de Arari,deste terça feira 20 de abril.O primeira cidade onde o circuluz brincante começou na cidade de São Bento e encerraram na cidade de Balsas o seus espetáculos e oficinas.

  O circo e teatro de rua e um espetáculo explora o circulo como local do teatro,do ritual,do circense e do encontro. Nele, a palhaça Keke leva ao público elementos de genealogio, as partíde brincadeira,riso e absurdo que a compõe.

  Em Circuluz Brincante são exploradas as várias possibilidades de jogo e dialogo entre comicidade,cultura popular maranhense  e  habilidades  circenses.
   
    Keke  Kerubina Rosa  Vermelha  do jardim da Vida recria  á  sua  lógica de palhaça os números de malabarismo,acrobacia área no tecido, ultilizando a dança e a dramaturgia popular,para então no desenrolar das cenas semear na platéa á vontada de mostrar seu próprio brincante.
    O Cazumbá,catrina, a coreira,são arquétipos experimentados em cena  e revelam durante o espetáculo a palhaça com espetáculo  a palhaça como espelho do homem,um ser cai,levanta.aprende,dança,canta,cria círculos de brincadeira.
    O circo, o círculo, A cicularidade é no espetáculo o ritual de exaltação a arte de rua.
    
           PROJETO DE CIRCULAÇÃO

   O espetáculo circuluz brincante é fruto de laboratórios de experimentação viabilizados  através da bolsa Funarte de incentivo a criação  circense,apoio recebido em 2008.A partir de então o trabalho  foi se consolidando, tendo a cultura  e dramaturgia popular maranhense juntamente com o circo  e a linguagem do artista popular  de rua como principais elementos par asua construção.
   Em 2009,o espetáculo recebe o prémio FUNARTE de teatro miriam  muniz/2009. Através desse prêmio, realizamos essa circulação nas cidades de São Bento, Arari,Açailândia,Imperatriz e Balsas, com espetáculos e oficinas.
   Serão 2 apresentações em cada cidade e as oficinas  "Circularidades", onde os participantes terão conatato  com  as tecnicas de circo, teatro de rua  e  comicidade.


      
                                  Oficinas                     Apresentações
                    

São Bento               13,14,15 de abril      17 e18 de abril ás 17h

Arari                       20,21,22 de abril      23 e 24 de abril ás 17h
   
Açailândia              27,28 e 29 de abril    30 e 01 de maio ás 17h
  
Imperatriz              04,05 e 06 de  maio   07 e 08 de maio ás 17h
   
Balsas                     11,12 e13 de maio     14 e 15 de maio ás 17h

terça-feira, 20 de abril de 2010

Saúde

Hemofilia


A hemofilia é um distúrbio na coagulação do sangue. Por exemplo: Quando cortamos alguma parte do nosso corpo e começa a sangrar, as proteínas (elementos responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento de todos os tecidos do corpo) entram em ação para estancar o sangramento. Esse processo é chamado de coagulação. As pessoas portadoras de hemofilia, não possuem essas proteínas e por isso sangram mais do que o normal.
Existem vários fatores da coagulação no sangue, que agem em uma seqüência determinada. No final dessa seqüência é formado o coágulo e o sangramento é interrompido. Em uma pessoa com hemofilia, um desses fatores não funciona. Sendo assim, o coagulo não se forma e o sangramento continua.

Tipos de Hemofilia

A hemofilia é classificada nos tipos A e B. Pessoas com Hemofilia tipo A são deficientes de fator VIII (oito). Já as pessoas com hemofilia do tipo B são deficientes de fator IX. Os sangramentos são iguais nos dois tipos, porém a gravidade dos sangramentos depende da quantidade de fator presente no plasma (líquido que representa 55% do volume total do sangue).

Transmissão
A hemofilia é uma doença genética, ou seja, é transmitida dos pais para os filhos no momento em que a criança é gerada.
O corpo humano se desenvolve a partir de uma única célula. Esta célula é formada pela união do espermatozóide do pai com o óvulo da mãe. Cada um destes possui um núcleo com 23 pares de cromossomos, que se juntam e dão origem aos 23 pares de cromossomos que contem todas as informações necessárias para a formação de uma pessoa, como tipo de cabelo, cor dos olhos, etc. Cada cromossomo é formado por um conjunto de genes. Se apenas um desses genes apresentar alguma alteração, também representará uma alteração na criança que está sendo gerada.

Tempo da Hemofilia
A quantidade de fator VIII(oito) ou fato IX(nove) no sangue, geralmente se mantém a mesma durante toda a vida. Na fase adulta as hemorragias são menos freqüentes, já que as atividades físicas tendem a diminuir de acordo com a idade e, portanto os pequenos traumas (pancadas) cotidianos, também diminuem.

Sangramentos
Geralmente, os sangramentos são internos, ou seja, dentro do seu corpo, em locais que você não pode ver, como nos músculos. Podem também ser externo, na pele provocado por algum machucado aparecendo manchas roxas ou sangramento. As mucosas (como nariz, gengiva, etc.) também podem sangrar.
Os sangramentos podem tanto surgir após um trauma ou sem nenhuma razão aparente.
Os cortes na pele levam um tempo maior para que o sangramento pare.
Tratamento
O tratamento é feito com a reposição intra venal (pela veia) do fator deficiente.
Mas para que o tratamento seja completo, o paciente deve fazer exames regularmente e jamais utilizar medicamentos que não sejam recomendados pelos médicos.
Fonte:www.fiocruz.com.br

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Apura realidade sobre os preconceito contra os índios

                                        19 de Abril - Dia do Índio

Hoje, 19 de abril, é Dia do Índio. Homenageamos o índio em algumas escolas, mas, com esse ato, não apagamos nem um milésimo da nossa culpa em relação ao que fizemos contra ele nesses 507 anos de História. O índio no Brasil foi pilhado, assassinado pelos portugueses que aqui aportaram e continuaram sendo dizimados pelos brancos que nunca compreenderam a importância dessa cultura tão rica e diversificada. 
 
Até na linguagem, o preconceito contra os indígenas está bem marcado. Quando alguém próximo de nós tem uma atitude pouco civilizada, agressiva, dizemos que está agindo como índio. É uma forma de desqualificarmos um comportamento que é muito mais do “civilizado”, do homem da cidade, que trabalha como um louco, quase não tendo tempo para manter um contato saudável com a natureza, e que por esse motivo está quase sempre mal-humorado. O índio não tem nada a ver com isso. O selvagem urbano é muito mais selvagem e perigoso que o selvagem da selva.

Outro preconceito: programa chato, ao qual não queremos ir, também chamamos de programa de índio. Índio que é índio nunca iria a algumas festinhas que freqüentamos para agradar esse ou aquele, sem a mínima vontade. Atribuímos ao índio o que nos desagrada, sintoma esse da nossa covardia e hipocrisia, dois valores muito cultivados na nossa sociedade, mas não entre os indígenas.

Há dez anos, “filhinhos de papai rico” , de Brasília , puseram fogo e mataram de maneira bárbara o cacique pataxó hã-hã-hãe Galdino Jesus dos Santos, que estava dormindo em um banco de jardim. Ficaram presos algum tempo e depois recuperaram a liberdade. Só foram condenados porque entidades que defendem os índios fizeram muito barulho para evitar que no dia seguinte já estivessem na rua procurando outras pessoas para matar. Na época, disseram que só estavam brincando. Civilizadíssimos os moços.

Em Mato Grosso do Sul, nos últimos três anos, morreram dezenas de crianças indígenas por falta de comida. A maioria que vive na aldeia tem peso bem abaixo do aceitável. O motivo da morte é que as cestas básicas ou demoraram a chegar lá ou foram desviadas. Temos muito mais a aprender com os índios do que eles conosco, mas a nossa arrogância não permite que tenhamos uma visão mais ampla dessa realidade. Se fôssemos menos ambiciosos, mais brincalhões, trabalhássemos só o tempo necessário para sobreviver, seríamos muito mais felizes e descontraídos, e não sofreríamos de estresse. Índio só passa a ter estresse, sarampo e outras doenças depois que passam a se relacionar com os brancos. Precisamos mudar o nosso conceito em relação aos índios, combatendo o nosso preconceito.

Preconceito é uma grande bobagem que bloqueia a nossa vida e provoca conflito com aqueles que só querem viver bem, nada além disso. Basta de maltratar os índios.


Fonte:Duplipensar.net

História de Vitória do Mearim

              Cidade de Vitória do Mearim

Vitória do Mearim é o município mais antigo de toda a região banhada pelo Rio Mearim e sua sede, pela altitude privilegiada, foi o local onde o colonizador português venceu-lhe as águas revoltas do baixo curso, fato que, provavelmente, deu origem ao topônimo.

As primeiras incursões pelo rio Mearim foram contemporâneas da própria colonização do Maranhão, nos séculos XVI e XVII. Daquela época, avulta, hoje, a epopeia de Manoel Beckman (final dos anos 1600), dono do Engenho Vera Cruz, vastíssima propriedade que abrangia grande parte do que depois seria o Município de Vitória do Mearim. A sede da propriedade ficava, ao que tudo indica, no lugar Santa Cruz, hoje pertencente ao Município de Conceição do Lago Açu, instalado em 1997, após desmembrar-se do de Vitória. Bequimão, como era conhecido, liderou uma revolta contra a espoliação a que o Estado fora submetido, em detrimento dos interesses dos colonos, e, por isso, foi condenado à morte na forca.

Em 1723, foi criada, por uma resolução régia de 18 de março, a Freguesia de Nossa Senhora de Nazaré do Mearim, sediada no povoado Ribeira do Mearim, tendo como primeiro vigário o padre e fidalgo da Casa Real Portuguesa José da Cunha d’Eça, mentor da referida paróquia e instituidor de seu primeiro patrimônio. Existiam na região, também conhecida, na época, como Ribeira do Mearim ou simplesmente Mearim, alguns engenhos, com poucas dezenas de pessoas, cada um, além de uma provável residência de religiosos mercedários e outros moradores dispersos. Eram “quinhentas almas privadas de sacramentos” a justificar a criação da freguesia. Essa iniciativa foi o verdadeiro marco inicial da história de Vitória do Mearim.

Proclamada a República, a antiga Vila do Mearim era já conhecida como Vila do Baixo Mearim e Victória do Baixo Mearim. No novo regime, o primeiro chefe da comuna (presidente do Conselho de Intendência) foi Francisco Manoel Gomes (1890). Realizadas as primeiras eleições (1892), saíram eleitos, para intendente municipal, Lupércio Antonio Bogea Sobrinho e, para subintendente, João Ignácio Fernandes, figurando Francisco Manoel Gomes como o vereador mais votado.
Com a mudança da denominação do cargo de chefe da municipalidade, em 1919, o intendente Raymundo Francisco Gomes passou à condição de prefeito municipal, mas o primeiro eleito para exercer tal cargo foi Ângelo Custódio de Mattos, em 1922.
Naquele ano, chegou à Vila, assumindo a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, o jovem Pe. Eliud Nunes Arouche, que dedicou toda a sua vida ao povo vitoriense, servindo-o como pastor, educador e chefe político. Ao morrer, em 1969, legou à comunidade que adotara o mais importante educandário do lugar, o Instituto Nossa Senhora de Nazaré, fundado em 1923, e a aurora de uma nova era político-administrativa, já livre o Município do ranço obscurantista que o manteve preso a práticas obsoletas até o início dos anos 1960, com raríssimas exceções, como a administração de Lourenço Pereira Pinto (1951-1953), em que, além de outras iniciativas importantes, a cidade conheceu iluminação pública a energia elétrica.
O trabalho do Cônego Eliud foi continuado por seu sucessor, Pe. Sergio Ielmetti, que celebrou, em 2004, 50 anos de sacerdócio e 35 de paroquiato em Vitória do Mearim, onde suas obras, no campo religioso e social, são reconhecidas por todos.
Ao longo de sua história, o povo vitoriense foi marcado pela atuação dos sacerdotes da Igreja Católica, sob a égide da qual nasceu e vigorou. Deixaram sua marca na cidade, além dos já citados, os padres José Lourenço Bogea (vigário de 1835 a 1869), João Emiliano do Lago (de 1870 a 1885) e Arthur Macário Lopes Gonçalves (homônimo de um irmão de seu pai, citado adiante), este um filho da terra que, embora não sendo pároco, muito contribuiu para o desenvolvimento local, pois foi um benfeitor nas áreas de educação, saúde, sindicalismo e assistência social. São sacerdotes filhos da terra, entre outros, mais recentes, os padres Flávio de Sousa Barros, pároco de Araioses-MA há mais de quarenta anos, e Osvaldo Marinho Fernandes, de Santa Rita-MA, onde exerceu o cargo de prefeito municipal por dois mandatos, de 1997 a 2004.
Em 1923, a sede do Município fora elevada à condição de cidade, por lei estadual, que oficializou o nome de Vitória do Baixo Mearim. Quinze anos depois, por determinação do interventor Paulo Ramos, receberia a denominação simplória de Baixo Mearim, que muito desagradou aos seus filhos. Finalmente, em 1948, adveio o topônimo definitivo: Vitória do Mearim.
As perdas territoriais tornaram-se uma constante na história vitoriense. As primeiras aconteceram em 1854, com a cessão da maior parte do território que formou o município da Vila de Santa Maria de Anajatuba e de parte das terras que formaram os municípios da Vila de Santa Cruz da Barra do Corda e da Vila de São Luiz Gonzaga do Alto Mearim. As últimas ocorreram em 1997, quando foram instalados os municípios de Igarapé do Meio, Bela Vista do Maranhão e Conceição do Lago Açu, constituídos integralmente com áreas que pertenciam a Vitória do Mearim.
Hoje, a velha cidade ribeirinha é um entroncamento rodoferroviário, o que, concomitantemente com determinados benefícios do progresso, lhe trouxe a formação de bairros periféricos, habitados por pessoas de acentuada pobreza e com escandalosa carência de serviços públicos, já deficientes mesmo para a população mais abastada. Como resultado desse inchaço da cidade, veio a escalada da violência, que a todos tomou de surpresa, embora fenômeno comum nos centros urbanos mais adiantados, roubando a tranqüilidade de outrora. Some-se a isso o clima hostil sob o qual vive grande parte dos habitantes da zona rural, lavradores desprovidos do usufruto de serviços públicos os mais elementares e humilhados pela ganância de latifundiários, nem sempre legítimos detentores da propriedade que reclamam como sua, e tem-se pintado o quadro de graves problemas sociais que afligem a população de Vitória do Mearim. São problemas que exigem solução sem demora, a desafiar a sensibilidade, a vontade política e a competência dos gestores públicos do Século XXI.
No que tange à história local, infelizmente, muito do que se difundiu nas últimas décadas está eivado de erros e omissões. Fatos, datas, relações de causa e efeito, circunstâncias e até nomes próprios são erradamente mencionados em determinadas publicações, como a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (IBGE, 1959).
Pesquisa criteriosa vem sendo empreendida, entretanto, na tentativa de restaurar a verdade histórica, recuando aos primórdios da colonização do Rio Mearim e adentrando a história plurissecular do povo que às suas margens floresceu, onde o pranto indígena gamela e o suor negro, sob a sinistra canção do chicote branco, irrigaram o solo propício para a agricultura, que, até hoje, constitui sua atividade econômica preponderante.
Verdadeiro portal da Baixada Maranhense, onde se destacam os campos naturais inundáveis, banhado por dois grandes rios, por isso que com terras férteis e água em abundância o ano inteiro, e muito próximo dos terminais portuários da Ilha de São Luís, com os quais se comunica por vias rodoviária (BR-222 e BR-135) e ferroviária (estrada Serra de Carajás—Ponta da Madeira), o Município é vocacionado (mas ainda não foi descoberto) para sediar empreendimentos industriais, o agronegócio e o ecoturismo, sem esquecer a possibilidade de ações públicas para fomento do turismo histórico-cultural, haja vista a riqueza de suas tradições (q.v. dados gerais sobre o Município no link próprio).

Fonte:Internet

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Encontrado ritual de magia negra em povoado de Vitória do Mearim


    Foi vista na estrada num povoado Arraial perto da encruzilhada do 10 da estação de trem,um ritual de magia negra,conhecido como dispacho estava no local um bode preto com o pescoço cortado,quatro galinhas pretas mortas nos quatro cantos, três cabaças verde,uma basia de sangue,basia de pipoca e outros alimentos,um papal com o nome da vitima e idade na bruxaria,duas garrafa de 51 e também duas facas etc.

     Varios curiosos estiveram presente no local onde se encontrava o dispacho e outros foram olhar as fotos na rádio progresso, até o fechamento desta matéria não foi localizado a vitima e nem o mandante da bruxaria.

    Alguns anos atrás quatro pescadores sairam para uma pescaria de madrugada onde eles encontraram um ritual de magia negra, os pescadores pararam e se deixaram se engana pelo olhos nesta ritual tinha galinha assada e bebidas, eles comeram e beberam todo que tinha no dispacho depois foram pescar com alguns minutos começo dá efeito num dos pescadores chamado Alberto passou a senti forte dores de barriga,dores de cabeça,febre muito alta. Alberto contou o que ele tinha comendo, sua familia levou para um pai de santo, que falou para ele fica bom o Alberto tinha que toma todos os dias sangue, Alberto todos os dias ele lhe toma sangue fresquinho de boi, onde os homem foravam o gado ele aparava o sangue com um copo e tomava na mesma hora.

    Agora veja tudas as fotos do ritual de magia negra.